domingo, 4 de maio de 2014

Shoes of Glass





Acordei disposta a atualizar meu Lookbook.
Estava uma manhã linda, realmente.
E estou disposta a tentar voltar para meu curso de teclado.
Algum dia...
...
Prometo. ):

segunda-feira, 10 de março de 2014

Desenhos feitos no Photoshop e Sketchbook PRO que nunca tive saco para terminar.
































Alguns desenhos simplesmente são piada interna dos Roleplays de Neopets.

P.S: Lance Maroswak é o Gelert Darigan mais sexy do Neopets BR, bjs.

Lance: O loiro cabeludo fumante dos olhos heterocromáticos, e caçador de demônios mais sexy que você já viu.
Adam: O nephilim da tarja preta mais babaca que tive o desprazer e o prazer de ter me casado.
Lance: E o cara mais foda que tu teve o prazer de se casar, mas espere, eu sempre fui foda!

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

2010 - 2014. E meu cabelo ainda não caiu! Só virou palha mesmo...







 E agora eu virei a Samara/Sawako/Sadako.

 Talvez os anos a qual pintei tal cor de cabelo estejam errados, dê um troco cara, faz um tempo e eu não me importo tanto em guardar esse tipo de coisa.

 2010 - Vermelho (inspirado na Emilie Autumn) até preto comprido (porque o vermelho desbotou horrivelmente e minha mãe apareceu com uma tinta preta e pintou pra mim).
 2011 - Preto comprido até vermelho (cortei estilo channel, e o objetivo era para ter cabelo vermelho fogo e o corte inspirado na modelo/fotografa Aleksandra Wydrych (Zenibyfajnie)).
 2012 - Vermelho até curto cobre (corte inspirado no Izaya de Durarara! mas sai do salão parecendo o Mikado, e quando fui arrumar o cabelo fiquei parecendo um Shizuo ruivo) e depois rosa com preto (Inspirado na Audrey Kitching só que de cabelo curto, porem tambem pensei na personagem Moka Akashiya do anime/mangá Rosario+Vampire).
 2013 - Rosa com preto até loiro (tentativa de ruiva) e depois ruivo com preto (porque queria me parecer com uma raposa, um dos meus animais preferidos junto com o corvo, entre outros), desbotando até voltar ao loiro, pintando de castanho escuro (inspirado na personagem Alexiel do mangá Angel Sanctuary) até desbotar de novo pa loiro (FUCK!) e depois pintando de vermelho por cima com loiro nas pontas e preto no fundo (a parte do vermelho com as pontas loiras foi inspirado pela usuária do Lookbook Lua P), novamente desbotou pro loiro (com um pouquinho de ruivo na raiz).
 2014 - Começo de Janeiro, chutei o pau da barraca e mandei a porra toda pra casa do caralho, resumindo, voltei com o cabelo preto e franja reta (confessando que foi um pouco inspirado na Sawako do anime/mangá Kimi Ni Todoke), e me sentindo a mais diva possivel, gemt.

 Eu tive outras cores de cabelo antes de 2010 obviamente, porem eu perdi as fotos... -how sad-

 Alguns exemplos de outras cores que tive foi o castanho escuro com uma mecha branca (inspirado na Bellatrix Lestrange da saga Harry Potter), outros tipos de loiro, e um preto azulado inspirado na Amy Lee da banda Evanescence (se soubessem o quanto que eu era viciada nessa banda, continua sendo uma das minhas preferidas, mas não ouço com tanta frequencia quanto nos tempos em que eu estudava).

 E é isso mesmo, a maioria de meus cortes e cores de cabelo foram inspirações de algo a qual achei bacana e foi indo, estou pouco me fodendo pra essas regras de cortar certa franja ou corte por causa do formato de seu rosto, eu corto o tipo de franja que eu quiser.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Invisible Martyr - Capitulo Treze - O Mundo Devora Nossas Emoções




 Capitulo Treze -  O Mundo Devora Nossas Emoções

 — Já foi metade do dia e eu estou parecendo um morto jogado neste sofá.
 Lance olhava para o teto do escritório com os olhos semicerrados, entre o cigarro a qual as cinzas estavam caindo sobre o sofá vermelho, o grande pesadelo de Medi Lusa quando ela olha que o móvel estava já com marcas de queimadura de cigarro.
 — Pelo amor de Deus, não tem como fumar lá fora? Olha a droga que você faz no sofá!
 Ele demonstra uma carranca no rosto enquanto se ajeitava para sentar na beirada, amassando a bituca na mão e a jogando pela janela, ele acordou bem tarde, e ainda gostaria de dormir mais um pouco, ontem foi um horror para ele conseguir pregar sequer um olho, e torcendo pelos céus a não ter um pesadelo a qual ele acorde no meio da madrugada e não consiga mais dormir, se o caso fosse esse, iria passar o resto da noite olhando para canais pornográficos até parar em um canal de um pastor gritando tão alto que chegava a ter o perigo da televisão explodir com o tom de voz da pessoa.
 ‘Deus não é surdo amigo... ’ Lance comentou em uma noite.
 — Eu estou morrendo por dentro, minha mão está tão mal enfaixada que tenho até vergonha de sair por ai com essa luva manchada de sangue! — Ele tentava colocar o máximo de drama possível somente para ver a reação de sua melhor amiga, olhando para ela em olhos brilhantes como de uma criança que acabou de fazer o que não devia.
 — Estou ocupada seu peso morto, por que não pede para Adam trocar o curativo? — Ela tentava parecer séria, obviamente rindo por dentro imaginando o pequeno loiro de óculos estrangulando o fumante de raiva depois de ontem.
 Lance se levanta do sofá para espiar no outro cômodo, observando Adam encolhido em um pequeno sofá com seu rosto enfiado nas páginas de um livro a qual ele parece totalmente entretido pela expressão concentrada, ele olha de volta para Medi Lusa mordendo o lábio apreensivo.
 — Se eu for lá agora é bem capaz de eu sair dali numa maca direto para o hospital...
 Medi olhou com o canto dos olhos para o loiro e seu medo de perturbar o pequeno leitor em uma expressão divertida, sequer tentando esconder o sorriso, enquanto rodava uma caneta entre os dedos.
 — Ele pode estar um pouco chateado contigo, se fosse qualquer pessoa ele iria fazer justamente o que disse, agora no seu caso é diferente, vamos tente! — Ela tentava incentivar o outro de qualquer maneira.
 Novamente Lance olhou para Adam, depois para Medi Lusa, e continuou a olhar para os dois obviamente indecisos sobre ficar do jeito que estar ou tentar reverter à situação com o perigo de ter uma faca enfiada no estomago.
 — Está legal... — Ele disse entre um longo suspiro, sabendo que a mulher dos cabelos bicolores queria ver o circo pegando fogo, em suas palavras.
 Ele entrou na pequena biblioteca em passos lentos para ter certeza que não iria fazer nenhum barulho, suas mãos atrás das costas enquanto aos poucos se aproximava de seu alvo, ficando na frente dele em um pequeno sorriso nervoso que em segundos estava parecendo um sorriso de um serial killer de tão forçado que estava. Ele continuou ali parado na esperança de que o garoto pudesse notar sua presença, o que não aconteceu, dando a entender que ele estava o ignorando, os dois ficaram ali nas posições em que estavam um querendo a atenção do outro, e o outro não dando um pingo de atenção, alguns minutos depois fez Adam abaixar seu Clube da Luta lentamente de seu rosto para fitar para a expressão quase doentia de seu companheiro de trabalho.
 — O que porra você está fazendo Lance?
 — Eu...
 O garoto arqueou uma sobrancelha desconfiado.
 — Você...
 — Eu queria... Bem... Eu queria...
 — Fala logo, meu Deus!
 — Eu quero a sua atenção!
 Adam agora estava dando total atenção ao que o outro disse com seus grandes olhos maquiado em lápis preto piscando confuso.
 — Minha atenção?
 Lance não poderia esperar por mais tempo para que pegasse o livro das mãos de Adam e arremessar para o chão, para o desespero do loiro de óculos que tentava sair do sofá para salva-lo, sendo impedido por mãos maiores que a dele o agarrando pelos ombros e o empurrando de volta para o sofá.
 — O que diabo está fazendo? — Ele perguntou em um misto de raiva e surpresa, tentando empurrar o homem pra longe de si sem sucesso.
 — Eu não gosto quando você fica chateado comigo...
 O garoto abriu os olhos surpreso com a afirmação, os lábios levemente separados como se quisesse falar palavras que no final se transformava em gemidos irreconhecíveis a qual nem mesmo ele sabia o que gostaria de ter falado no momento, ele parou de se debater nos braços do outro.
 — Mas a culpa é sua... É sempre sua, eu sempre falei pra ti o quanto que eu odeio que você está ou esteve relacionado com aquele monstro!
 A culpa é dele por ter deixado de se iludir com as palavras dele.
 — Eu sei disso, e peço desculpas por isso...
 A culpa é dele por deixar o garoto mais angustiado do que era.
 — Esse homem destruiu sua vida, não consegue enxergar isso seu estúpido?
 A culpa é dele por ser um babaca arrogante.
 — Fale tudo que ficou por anos preso na sua garganta Adam, talvez isso melhore um pouco e tire o peso da consciência. — Lance disse olhando com olhos quase fechados fazendo o máximo para conseguir olhar no fundo dos olhos do garoto e não desviar o olhar, já que é difícil conseguir engolir o que ele tinha a dizer.
 Ele esperou para que o garoto desabafasse tudo que queria, já tentando ter alguma ideia do comportamento sempre hostil e antissocial que ele tem quase desde que se conheceram, ele sabia que de qualquer forma ele poderia ter causado um pouco dessa tristeza sem mesmo ter percebido ao longo de todos esses anos, mas não sabia se ele conseguiria consertar sequer metade dos problemas. E os minutos se passavam esperando pacientemente, somente para perceber que Adam estava olhando um pouco abaixo de seu rosto, mais exatamente a sua mão enfaixada, a qual ele a pegou para olhar o curativo tão porcamente feito que Lance tentasse esconder a todo custo.
 — O que aconteceu com a sua mão, seu retardado? — Ele disse olhando assustado com as faixadas manchadas em sangue seco.
 Lance olhou para sua própria mão machucada fingindo estar tão surpreso quanto, sua expressão tão forçada que Adam sabia que ele estava fingindo, ignorando enquanto puxava o loiro para se sentar no sofá em seu lugar, o que o pegou de surpresa de verdade, olhando o garoto trazer os primeiros socorros em tom tão preocupado que ele suspirou no momento.
 — Pare de ficar com essa cara, eu não estou morrendo, é só um corte idiota.
 — Essa é a mesma frase que você fala até mesmo depois de ter o estomago perfurado por um monstro. — O jovem diz olhando impaciente para o loiro.
 Lance apoiava a cabeça entre as mãos enquanto olhava preguiçosamente para seu amigo, que estava desamarrando as ataduras sujas para dar uma melhor visão para o corte não tão profundo na palma da mão, mas que ele sabia que ainda está latejando um pouco de dor, prestando atenção na expressão de dor que o homem mais velho fez com os olhos quando o garoto passou de leve os dedos pequenos entre o corte, ele tentou disfarçar, Lance sempre tenta disfarçar qualquer coisa que sente, e Adam imaginava que era porque ele não gostava de demonstrar emoções negativas descaradamente para qualquer um, como ele mesmo tentando esconder as suas das pessoas e falhando miseravelmente.
 O jovem não tinha ideia de seus próprios atos quando levou a palma da mão de Lance perto dos lábios, passando a língua pelo corte e saboreando o gosto metálico de seu sangue, isso fez o loiro mais velho sentir um leve arrepio em sua espinha, observando atentamente cada movimento que o garoto fazia quase que ansiando por mais sangue, ele pensou que deveria ter algum tempo que ele não sentia o velho gosto que Adam tanto adorava, mas que aos poucos eles estavam mais discretos e reservados sobre esse caso, já que uma vez o garoto sentia vergonha de perguntar algo como ‘Eu estou com fome, deixa eu te morder?’.
 Lance não tinha grandes problemas quanto a sede vampírica dele, de qualquer forma ele nunca se importou tanto, porem nunca comentando momentos como este para as outras pessoas, era um momento apenas deles, se sentiam próximos demais um do outro a esse ponto, onde Lance era como um porto seguro para Adam, os anos de convivência dos dois que acabou surgindo um sentimento forte de afeto entre os dois.
 O que mais tarde acabou num sentimento de amor que Adam reprimiu por tantos anos até os dias de hoje.
 E Lance sabia disso.
 — Poderíamos sair qualquer dia desses, você sabe, eu e você. — Lance disse em um sorriso que ele esperava ser sedutor, mas que acabou deixando-o parecer um cafajeste de novela.
 Adam lambia a cicatriz até ao ponto dela parar de sangrar levemente, ele levantou a cabeça para fitar o homem, os olhos antes azul e verde, estavam dominados por amarelos brilhantes que gritavam a fome que o damphir tinha antes, ele continuava a olhar curioso por um tempo a Lance antes de mostrar um pequeno sorriso a qual dava para ver seus caninos, seu olhar estava mudado naquele momento, era olhos de um adulto assassino pertencendo a um pequeno adolescente.
 — Estas a me convidar para um encontro, somente nós? — Sua voz não era mais de um adolescente entrando na vida adulta, era profunda e acentuada, e Lance sentia um tom até erótico vindo da pergunta do jovem.
 — Faz tanto tempo, e mesmo assim ainda anseio para ter você completamente em carne e osso na minha frente. — O loiro mais velho disse ao mostrar um pequeno sorriso em seu rosto, era algo melancólico que dessa vez ele não queria disfarçar.
 — Continua uma pessoa tão egoísta, não se contenta apenas com a minha alma, tu precisa de meu corpo para saber que estive sempre ao seu lado, seguindo fielmente cada ordem sua.
 Ele tinha razão, Lance além de egoísta ainda era ciumento com as pessoas que ele desejava a seu lado, apenas a voz e os olhos de seu fiel companheiro não era o bastante para matar uma saudade que o homem vivia carregando há anos, ele se lembrara da aparência quase desumana que Adam tinha quando eles se conheceram, era tão diferente, o cabelo, o corpo, os olhos, a voz, e suas atitudes, mesmo neste corpo pequeno e frágil, o garoto continuava com seus conselhos a qual o salvou de muitas tentativas de suicídio anos atrás, seus métodos e suas palavras chegavam a ser tão afiadas quanto à navalha que ele usava para tentar se matar, e aquilo doía mais que a navalha, doía no garoto também, ele queria o ajudar, e Lance queria ajuda-lo, por vezes acabando piorando a situação em que se encontravam, por vezes ouvindo xingamentos horríveis que já eram comuns de saírem daquela boca, e por outras ouvindo algo do tipo ‘Iremos sair dessa situação porque eu tenho você, e você a mim, seu grande idiota!’.
 Como ele amava Adam o xingando.
 — Se está com tantas saudades assim... — Adam sussurrava na voz do outro enquanto empurrava o seu facão enorme para as mãos dele, em um sorriso de óbvia malicia. — Vamos, quebre essa porcaria!
 Lance notou o que o garoto queria com esse gesto, e ele não iria fazer, quebrar a arma de Adam e libertar esse espírito é quase que um ato contra a vida humana, se o Adam em seu estado psíquico normal já mata pessoas escondido dos amigos para saciar sua sede, quem dera o Adam verdadeiro.
 — Você continua a tentar me manipular de todas as formas. — ele acaba deixando uma pequena risada escapar dos lábios. — A respostas continua sendo não, mas você continua sendo o meu favorito. — Ele começou a acariciar os longos cabelos loiros claros do garoto. — Você aceita o meu pedido?
 Adam se levanta do chão, enquanto Lance estava quase ao ponto de se declarar, ele já tinha feito um novo curativo na mão do homem, se afastando devagar enquanto pegava o livro a qual ele estava jurando que era mais importante que o líder idiota da agência, ele se virou de volta para fitar aos olhos branco e vermelho de Lance.
 — Mesmo tendo um poder de regeneração incrível, me arriscando a dizer que seja o melhor de Izzylude, se recusa a curar um simples corte na mão para vir se humilhar para mim em troca de carícia. — Ele acha divertido como o mais velho presta atenção em suas palavras como uma criança atenta a um programa infantil. — Lance Maroswak, o Mestiço Renegado que oficialmente declarou uma revolta contra Deus e seus subordinados... O mesmo Lance a qual está na minha frente...
 O homem inclinou a cabeça de leve com a mão cobrindo os lábios, seu olhar pensativo olhando o pequeno garoto da cabeça aos pés, muitas pessoas vomitando tais palavras seriam decapitadas pela espada de Lance, essas mesmas frases ditas na voz de Adam chega a ser cômico, como dito, ele gosta de quando Adam o xinga, nesse caso ele está fazendo pouco de sua pessoa, mas ele sempre gosta de levar na brincadeira.
 Adam se aproximou de Lance, agarrando algumas mechas dos loiros escuros de seu cabelo, sua expressão era inexpressiva, somente a expressão, pois o garoto nunca conseguiu disfarçar o que realmente sentia através dos olhos, e olhando-os o mais velho acreditou que ele estava confuso, ele não sabe qual o motivo da confusão exatamente.
 — Você é um homem tão tolo, Lance. — Ele disse, aos poucos deixando cada fio de cabelo do homem escorregar por entre seus dedos. — Sua tolice irá custar sua vida se continuar. — Ele olhou para sua mão a qual tinha a ausência dos fios a qual ele tanto adorava acariciar ou puxar em momentos de raiva, em sua mente acreditava que Lance ainda iria causar a própria morte, e não seriam pelos seus defeitos, e sim pelas suas qualidades.

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 Apenas um trecho de um dos capitulos de Invisible Martyr, um livro a qual escrevo a passos de tartaruga, porem com todo o amor que eu dedico a meu amor por contar histórias, e meu amor a Lance Maroswak, o personagem a qual protagoniza a maior parte do livro (Quit não curtiu isso, Quit marcou como spam).

 Quando eu tiver um pouco mais de paciência irei contar mais sobre esse projeto pessoal que desejo colocar as estantes de livros desde os 15 anos. (: 

P.S: Juro pela mamãezinha que tem dois homens no desenho que fiz, são apenas cabeludos afeminas, pô.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Onde está a minha mente?



Ontem meu coração estava prestes a explodir.
Hoje meu coração está sendo apertado por uma mão invisivel, e eu não posso fazer nada pra amenizar esse sentimento.

Talvez escrever me ajude, vamos lá.

Eu sou uma pessoa que se me conhecessem bem, iriam achar que sou emocionalmente instável, e de certa forma concordo com essas pessoas que nem os rostos eu vejo, nem saberei que existem mesmo. Eu sou aquele tipo de pessoa que quando ouve ou olha para alguem ou algo a qual tem grande desdém, ou apenas lhe dá uma fobia horrivel, acaba tendo um colapso nervoso a qual não consigo controlar, resumindo, um ataque de pânico.
Por exemplo, estou normalmente em mais um dia de vagabundagem pela internet com amigos no skype, diversas vezes meus amigos acabam falando de assuntos das quais me sinto desconfortavel pra caralho, ou de uma pessoa que eu não quero nem ouvir o nome que já me dá um revertério no estômago, eu tento ser a mais educada possivel e pedirem pra maneirar, tem vezes que nem peço uma coisa dessas e me obrigo a ouvir tudo aquilo por não querer incomodar.

Ahhh, como eu me fodi muito por achar que iria incomodar se eu pedissem pra não falarem sobre um assunto que ME incomoda.

Entendam que mesmo sofrendo, se eu achar que aquilo irá acabar com a diversão da conversa de meus amigos, eu continuarei sofrendo em silêncio, talvez eu aguente.
Ou não, nunca testei onde os limites chegarão, e a voz da minha cabeça diz para eu não fazer isso.

Eu passei muito tempo da minha vida sozinha, desde que me afastei totalmente do circulo social e me refugiei para meu quarto, isso acabou meio que melhorando meu comportamento perante as pessoas, quem me conhecia quando eu vivenciava meus 11 anos até os 15 anos sabe da 'maria macho' agressiva que eu era, não conseguia fazer amigas, as garotas tinham uma diferença bizarra de comportamento comparada a minha, elas não tinham dificuldades para fazerem amigos, tinham o costume de festejarem e coisas do tipo, eu nunca gostei de festas com gente que nunca vi em minha vida, me sentia intimidada por pessoas que pareciam prestarem atenção em cada porra de passo e movimento que eu fazia, era como se quisessem procurar algum defeito para zoarem com o circulo de amigos deles.

Como ao mesmo tempo em toda essa solidão, acabei passando por coisas, por transformações, tudo dentro de minha mente, talvez isso contribua para o que sou hoje.

Eu me lembro que uma amiga minha me convidou a uma festa de aniversário dela de 14 anos, eu estava ansiosa de uma maneira negativa, digamos que eu tenho uma fama de 'destruir' as festas a quais estou presente, eu sempre machucava uma pessoa, chorava, me trancava no quarto do aniversariante e chorava na cama do mesmo, acabava evitando festas de amigos para não dar esse tipo de papelão ridiculo, eu fui nessa festa, eu nem pude respirar lá que tinha um moleque que (não sei como tambem) conseguiu achar um defeito no jeito a qual eu falava a palavra 'quatorze', falando que o certo era pronunciar 'catorze', enquanto aquela cara de foca ria da minha pronuncia, olhava para os amigos com cortes de cabelo ridiculos e riam juntos.
Eu tambem me lembro de duas garotas que estavam brigando, e uma gritava para todos na festa que não estavam nem um pouco interessados em saberem da briguinha babaca de adolescente 'Olhem! Ela tem papel higiênico no sutiã', enquanto xingavam uma as outras, e um bando de adolescentes parecendo quererem agitarem a briga junto.

Onde estava a minha mente quando decidi ir para esse lugar?

Pelo menos pude ficar ao lado de minha amiga, que olha, recentemente a encontrei por causa de meu namorado, dei uma stalkeada basica para acha-la no Instagram, ainda conseguia me lembrar do nome da qual ela usava nos tempos de msn.

Foi nesta festa que eu 'tentei' experimentar um gole de cerveja, que sem ofensas, foi uma das piores experiencias de bebidas que tive o desprazer de experimentar, como porras vocês conseguem beber isso?

Tirando a tal festa, tinham varias outras que eu nunca me dava bem, contribuindo para meu trauma de festas com gente que nunca vi na minha vida.

Voltando ao assunto, não, de certa forma não tenho dificuldades em fazer amizades, sempre peço pra não se intimidarem pelo lado rabugento desta pessoa aqui escrevendo, eu realmente adoro fazer amigos, a minha dificuldade mesmo é em mante-las, eu não consigo fazer com que minha amizade durem muito, acredite quando digo que fico feliz quando eu e a pessoa continuamos a nos falarmos depois de uma semana, a cada semana é um desafio completado, a cada semana que converso com tal pessoa.
Outro problema meu em relação as amizades é pela minha sensação de não conseguir manter uma ligação emocional com ela.

Entendam que pra mim não basta apenas a amizade se ela for 'superficial', daquelas a qual eu converso com a pessoa, bacana as conversas e tals, se eu não consigo ter uma ligação emocional que me faça me importar com essa pessoa.
Eu quero sentir aquele sentimento de que a pessoa é uma amizade especial a mim, que a quero proteger do que aconteça, no meu caso, que eu queira até mesmo desenha-la, mesmo que minha memória para aparência das pessoas seja uma bosta.

Minha dificuldade em estabelecer este tipo de laço é muito dificil pra mim, começando que sou uma pessoa desconfiada e até mesmo neurótica com todos ao redor, digamos que chego até a ter medo de algumas pessoas pelas suas atitudes ou jeito de tratar os outros.

Sou uma babaca sensivel demais para ouvir um 'vai se ferrar' sem que fique triste e com medo da pessoa.
Estou realmente ferrada assim cara.

Isso é como se eu estivesse implorando pra amizades, sim e não.

Sim, eu quero fazer amigos e aprender a mante-los e toda essas coisas.
Porem não.

Eu sou naturalmente uma pessoa solitária, passei anos desenhando em meu quarto e criando minhas histórias ficticias com o sentimento de que algum dia todos irão saber da história de Lance Maroswak, o maior filho da puta que já passou pela minha mente.
E quando do nada BOOM! AGORA VOCÊ TEM UM MONTE DE AMIGOS, BOA SORTE AE CUMPADRE!

PORRA MANO!
CALMA LÁ MANO!

Essa situação de um dia pro outro você conhecer varias pessoas que estão dispostas com sorrisos enormes a quererem ficar a seu lado me assusta.

Vocês não tem a minima ideia do quanto me assusta.
E muito.

Eu preciso de um tempo para respirar para entender melhor o que está acontecendo, isso da noite pro dia é como se eu tivesse acordado com um murro na cara.
Eu me assusto muito com isso, da mesma forma como me assusto com muitas pessoas ao meu redor, é uma pequena fobia que nem tenho a minima ideia do como a desenvolvi, sério.

Eu gosto de ir com calma, aos pouquinhos conquistando a amizade de pessoas das quais eu TENHA interesse que participem de minha vida.

Não é nada pessoal.
Talvez possa ser.
Vai saber...

Esse post me lembrou de que eu tenho que terminar de ler Clube da Luta, ai meu deus que a preguiça é gigante para um livro foda como este.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Eu avisei sobre o meu amor por galinhas...


 Eu avisei que postaria algo quando tivesse vontade.
 E eu fiz!


De certa forma é uma sensação de liberdade que tenho, você sabe, eu criei esse espaço justamente para poder fazer absolutamente a merda que eu quiser, eu posso rir, ou posso ficar brava ou deprimida, posso encher meu blog de merdas depressivas, pois meu tumblr é lugar pra coisas melhores, algo relacionado a cachorros, ou a galinhas por exemplo.

Galinhas são os animais mais engraçados e interessantes da quais eu admiro, das quais andam tortas pelas ruas da cidade a qual minha avó mora, ah o quanto que eu gosto da Sandy e Junior.



No caso, Sandy e Junior eram os nomes de um par de pintinhos da quais toquei o terror na cabeça de meus pais quando era pequena, eu SEMPRE quis ter a sensação de ter um animal um tanto quanto... exótico em meu quarto? Já tive épocas das quais eu queria um pombo correio somente pelo motivo de enviar mensagens a meus pais enquanto eu estivesse na escola, eu pensava "Pô, o passárinho é treinado, eu posso até mesmo colar nas provas com um pombo correio!". Ah  como sinto saudades de 10 anos atrás onde eu PENSAVA que quando mais velha, poderia treinar uma e ter uma gaiola enorme cheia de pompos. Puta que me pariu, onde estava a minha mente?



Voltando a história das galinhas, em um natal, meu irmão ganhou um skate, eu me lembro que tentei andar naquela bulhufa e o resultado foi nada legal. Agora em meu caso, meus avós sabendo do meu fascínio por galinhas, eu ganhei um ovo.

Agora vamos todos apontarem para uma Brenda de 9-10 anos pulando com as perninhas gordinhas e feliz, mas acreditem que aquele foi o melhor presente que eu poderia ter recebido na minha vida naquele instante. Dane-se os cachorros de pelúcias das quais eu fazia montanhas de coleções de tanto que eu tinha.

Entendam que eu nunca gostei da Barbie, meu santo não batia com aquela coisa plástica do sorriso tenebroso, o unico motivo a qual eu as comprava era pelo fato de que vinham com mini animais, eu basicamente pegava a coitada da boneca e atirava pela janela, e os cachorros em miniatura eram meus amores, eu sempre gostei de cachorros e animais no geral, eu falava que gostaria de ser veterinaria quando crescesse, eu penso que a maioria das crianças pensam em ser veterinarios, meus interesses profissionais mudaram muito ao longo de 10 anos.



Ok, lá estava eu com uma porra de um ovo, e um sorriso tão retardado que se eu fosse um desenho animado, a situação seria pior que Ren & Stimpy. E o que eu sabia sobre ovos era que quando chocar iria aparecer uma linda criatura feia que depois iria ser um projeto de galinha. Ah! Lá estava eu chocando o ovo.

Eu tinha que parar em certo momento em escrever esse texto pra imaginar tamanha vergonha alheia, no caso, eu pegava um travesseiro bem fofo, colocava o ovo encima, e em seguida ia com a minha busanfa esquentar aquilo, e lá eu fiquei por minutos, por horas, por dias talvez, eu só sei que teve uma hora que meus pais não aguentavam ver tal cena e tinham que tomar providencias sobre.



Pensem que mãe e pai de família vendo sua amada filha sentada num ovo com a ilusão de que nasceria uma ave dali era dificl de se observar.



E eu não me lembro exatamente como foi em seguida, de acordo com minha mãe, eles tiveram que ir lá na casa da mãe joana comprarem um par de pintinhos, chegando em casa, eles colocaram meus futuros filhos numa caixa, pegaram o ovo que já deveria ter sofrido bastante com minha bunda, quebraram, e colocaram as cascas na caixa para fingirem que os pintinhos nasceram.

Ahhh e dai quando a Brenda chega da escola. "AI MEU DEUS, MÃE, PAI, A SANDY E JUNIOR NASCERAM!". A felicidade era tanta que eu não pude imaginar as situações das quais tive com duas aves morando em meu quarto.

Muito menos meus pais.


Vamos listar as situações para que fique mais organizada, de acordo com o que minha mente ainda se lembra dessa época.


Pensem em um par de galinhas subindo em seus animais de pelúcias e cagando sem parar encima delas. (E quando você olhava para os bichinhos, era como se eles quisessem dizer a ti "Veja o quanto de cocô nós fizemos em suas pelúcias para ver o quanto que cagamos e andamos pra você").


Pensem no Junior prendendo a cabeça no buraco da caixa, e gritando como uma bicha do meu quarto esperando alguem resgata-lo enquanto que meu irmão e eu estavamos jogando uma partida multiplayer de Conker's Bad Fur Day na sala, e quando finalmente ouvimos, eu tive a 'brilhante ideia' de usar uma régua para empurrar a cabeça do coitado para desprende-lo do buraco. Não me pergunte porque diabos usei uma régua, sem perguntas, eu devo ser retardada.


Pensem no Junior ciscando feliz da vida com a Sandy procurando minhocas na terra, enquanto que um cachorro gigante se aproximava e prendeu o pobre Junior em uma de suas patas, enquanto minha mãe gritava sem parar para o cachorro largar, e o bicho enorme apenas olhava para o pássaro, em seguida para a cara da minha mãe, e assim até largar o coitado.

O Junior sobreviveu.


Pensem no Junior diversas vezes andando e batendo a cabeça em minhas pernas, pensem no Junior olhando bravo pra mim, pensem no Junior comendo meu dedo, pensem em todas as coisas bizarras do mundo, um pintinho chamado Junior já fez isso.


Nenhum filho da puta se compara ao Junior, ele sim é a pessoa mais filha da puta do mundo, só cagava e me bicava, e mesmo assim eu amava aquele filhote como se fosse meu próprio filho!
A Sandy sempre ficava na dela, mas ela tinha seus momentos Devassa.


Resumo de história, meus pais não aguentaram e deram meus filhotes embora para meus avós levarem pros vizinhos cuidarem.

Eles já devem ter virado canja faz tempo.

Mas até os dias de hoje eu costumo olhar pra qualquer galo/galinha na rua da casa de meus avós e e pensar 'aquela lá é a Sandy, aquele lá é o Junior, cresceu e agora ta catando as cocótinhas,o orgulho da mamãe".



Eu ainda consigo me lembrar do dia em que eles apareceram na minha vida.

7 de Abril, não sei que ano exatamente, mas sempre comemoro mentalmente o aniversário de meus 'filhos' quando posso.

 Mas cara, como eu amo galinhas, tanto pra bicho de estimação quanto pra comer, vish mano.




"MAS O QUE FOI ESSA HISTÓRIA?"



Oh, um Tumblr pra quem gosta de galinhas, você sabe...
 http://cluckyeschickens.tumblr.com/

Créditos das imagens são de seus respectivos donos, eu as peguei desse tumblr.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

E então...

 Depois de anos, finalmente tomei vergonha na cara e acabei criando o blog dos meus sonhos (e quando digo sonhos, é com o nome mais escroto que eu poderia dar a algo de minha autoria).
 Eu não tenho a mínima ideia do que você poderá encontrar nesse buraco de rato, muito menos eu sei o que diabos vou fazer com esse blog, talvez possa levar tal ideia adiante, talvez isso acabe pegando teia de aranha, provavel pelo fato de que irei escrever quando der animo para isso.

 Mas bem, Se queres acompanhar este blog, já aviso que o minimo que irá encontrar vai ser reclamações diarias de alguma bizarrice da minha vida (e acredite, já perdi a conta de quantas coisas estranhas acontecem na minha vida, é impressionante cara), ou até pelo meu 'passatempo' de desenhar e escrever algumas histórias que passa em minha mente.

 Tome uma xícara de chá e relaxe, pois vai precisar cara.